Os títulos são por vezes, descrição de um conteúdo sem
ergonomia possível.
Esse estado de alma que nos atraiçoa tantas vezes, que nos
torna bobos, inconsequentes por vezes, veio para morar no meu corpo pegando-me
nos ossos como se pegasse numa marioneta. Cá estou eu, dez anos passados, tempos
pequenos de intensidades ao descalabro. Cá estou eu odiando o que sinto. Odiando
o que respiro, não porque não é bom, não porque não o quero ou não o sonho.
Odiando os minutos e a ausência da correspondência natural que desejaria. A
solidão do meu lugar marca-me a pele num estado de fervor metódico, marca-me os
poros por onde respira tudo o que sou. O correcto abandonou-me dando lugar ao extraviado
estado de graça. O tempo decide por vezes ao contrário e o interior rouba-me o
sono. Longe de mim e daquele sorriso caracterizador, catalisador, gerador de
tudo e para tudo, gesticulo com gestos de garganta cansada e cara
transfigurada.
“Torno-me culpado só para aceitar o teu comportamento. Nunca
me importei de ser o responsável por fosse o que fosse
- nisto consiste a minha irresponsabilidade” MEC, O Amor é fodido
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