sábado, maio 2

Inventaste uma assinatura e reclamaste o teu nome,

Agressiva na palavra e meiga no gesto…

Deste luz ao mar e sombra à chuva,

Sem água, sem sede, construíste uma pirâmide…

Governaste em areia sem vista e de barco em terra,

Musa nos minutos e com ódio jogaste…

Com a natureza criei.

Correste a meu lado e sem viola,

Esbracejaste no sorriso sem leme, com peixe,

Suplicaste e cantaste no ouvido de um Mantra,

Criaste a palavra “Histórias” e marcaste o teu corpo…

Descobriste aquele ser ídolo e cravaste rosas na palma

Cantei para ti.

Estudaste aquele guião e descobriste outro palco,

Segredaste os teus sonhos e escondeste os teus desejos

Pareceste-te com virgem e nesse conto vivias,

Lutaste por algo em que só um acredita,

De fada em punho dançaste num bosque…

Sintra… Mundo… Planetas; guardaste naquela caixa

Com uma pedra escrevi.

Por todas, por muito e até por “coisas”

Eternamente senti.

Gabaste ao mundo noutra hora, noutro lugar

Acampaste com aquela ave que mancha rochas

Brilhaste na descoberta de uma ilha em tendas de pau

Nadaste num mar como que um rio com pranchas…

E eu, e só…

Sorri.

sexta-feira, abril 10

Palavra cinzenta
“Amizade” sangrenta
Tardas no gesto
Barafundas
Com minha cabeça
Outro sol
Outra escolha
Canta querida
Sílaba que caminhas
Ódios e amores
Algo és
Que nos agarra
Me engana
Gesto na adolescência
Certeiro na puberdade
Elogios rasgo
Abuso na escrita
São simpatias
Na tua força
Simpáticas
Nos dedos de conversa
Por quanta estrada
És disposta
Em visita escasseias
E na lembrança?
Respiras em tudo
No silêncio tocas
Esqueces o metro
Telepatia na mesma
Poderás ser algo
Ombro no choro
“Putedo” na dança

segunda-feira, março 16

Cala-te meu grito

Baixa as asas desse teu ser Anjo.

Em manhas de calor, padeces-me de descoberta, preenches-me de objectos menos próprios e numa ensurdecedora palavra, rasgas o clima que tanto anseio.

Revela-te na insignificância,

Confesso algo sem sinopse, diferente na tertúlia e nas vozes que ditas…

Poderás ser tu, um Anjo? Que escreve por mera profissão?

Porque reclamas?

Continuas nessa vida baseada em Fadas, baseando-te em algo que se perdera.

Ainda penso noutras histórias antigas que contavas.

Das mãos rogadas, e de onde se escapava um romance de alguns anos…

Prometemos então um ao outro que não nos veremos por um ano,

Esquecerei esse teu voar único…

O brilho das tuas asas,

A falta de qualquer ruído quando te aproximas,

A pele lisa mais branca que a luz,

As fadas que te acompanham,

Os duendes que cantam em coro e trazes debaixo de uma pena,

As maravilhas, a tua harpa, o teu olhar, as palavras e por fim o teu ser sábio.

Lembraremos os pecados,

As maldades que tem de abandonar este meu corpo,

As palavras grossas e de muito rancor

Os penteados do rock e as guitarradas da desgraça,

O pensar incorrecto e a fraca lembrança de que tudo é inimigo,

Os beijos por desejo e não por amor,

O ódio de mim e a coscuvilhice do outro,

Traremos ao dia, toda a experiência de algo que não é bom, que não pode ser concretizado e lembrarei que em qualquer dia também eu posso voar.

Confiaremos em algo, num mantra de tres palavras e muitos significados.


Irá por certo cair em terra a magia de que padeço para te dizer meu grito, que tanto ralhas, que agora também eu sou um Anjo.

Irá cair o Príncipe de uns,

O Sapo de outros

E para remates certeiros guardarei o ser Anjo.


Olá para todos...

Beijos e abraços...

quinta-feira, fevereiro 5

“Poiszé… poiszé”

Há tanto tempo minha gente!
Antes de tudo e muito mais, PARABENS meus pombinhos desta lisboeta Graça!!!
É bom hoje, olhar para tanto, recordar muito mais e viver, Melhor ainda. Este e “só vosso” matrimónio lembra-me na verdade um só ser, tantos momentos guardo do vosso “engate adolescente”.
Enfim eu não posso alongar-me no que escrevo e tenho cá dentro, estaria uma vida a escrever para ti João e linda Elsa.
Mas tenho de dizer isto… Vocês são o real clube All Star (ténis) *. Talvez por isso mesmo esperava algo mais radical da vossa parte como de si aconteceu. A forma como fizeram esta “comunhão” identifica-vos na perfeição. Sim são naturais… As pessoas gostam-se, sentem-se “privilegiadas”, acordam felizes e dão passos muito mais importantes que um respiro matinal; decidem naquele momento concretizar.
A vós só quero dizer que estou ai, que me canso na palmeira desta descoberta, de tulipa na mão, roxo escrito a lápis nos olhos e estômago cansado de alegria.
Na esperança que vos possa dar, muita alegria, beijos e abraços aqui do je




Continuando… Sim meus caros, sinto uma pequena saudade de aqui escrever.
Não sei como começar, melhor por onde começar.
Aquilo que me ocupa a alma e o espírito de momento, remonta ah uns anos atrás, Agosto de 2004 em concreto… Vivemos e estamos com momentos/pessoas que nos enchem de sensações, carinhos, lágrimas, memórias, cheiros, sol, chuva, calor, frio e muito, muito mais e depois claro, temos de o por em algum sitio.
Lembro uma altura em que não conhecia tudo isto, em que andava com uma bandeira na barriga que gritava por “amigos”, na verdade conhecidos já bastava pois 15 dias depois já reunia muita gente. Já podia por fim distrair-me ler e apreciar umas quantas almas que até então nem o próximo conheciam. Podiam estar no mesmo local mas as conversas eram cruzadas. Foi numa tarde de Vinho do Porto num spot com nome de 4 rodas que me despi de preconceitos da forma como o fazemos quando escrevemos…
Já que o cálice era caro resolvi pedir, porque era de graça, uma caneta e um bocado de papel. Um pergaminho portanto.
Naquela altura já levava uns mesitos de pura decadência… como que a desistir de algo muito mais importante que aquela tristeza. A minha vida.
Porque lembro eu então tal tarde, tantas outras coisas que por natureza percebível guardo com o passar de cada dia?
Na altura escrevia algo do género: “De que nos vale viver no belo (Sintra), se o que nos rodeia é simplesmente vazio”…
Talvez porque hoje esteja a pensar e sem fim nessa mesma frase que escrevi…
Talvez por não querer esquecer as pessoas…
Talvez por sentir e viver muito naquela coisa que o meu bem-estar está acima de tudo e por isso me tornar um pouco egoísta com aquilo que realmente me dá prazer e tem a sua devida importância…
Talvez por descobrir certas fraquezas ou não em mim, como sentimentos, carinhos e outras…
Talvez por ouvir a mesma musica e tê-la como banda sonora no dia-a-dia…
Talvez e por fim hoje estar num sitio diferente. Estar num sitio de pouca beleza e não conhecer ninguém.

Frase dos tempos de hoje: De que nos vale viver no feio e não conhecer ninguém, não ter força, e continuar a sentir coisas do antepassado e outros…

Em tempos tive a oportunidade de mostrar muito de mim e todos sabemos que com o passar do tempo as pessoas adaptam-se mas não mudam.
Adaptam-se às pessoas, às cerimónias, aos preconceitos, aos sentimentos e a tudo aquilo que vivem no momento seja tristeza ou alegria mas felizmente ou não, são e sempre as mesmas.
Quero de novo voltar a aparecer e ser agradecido por isso. Poder mostrar aquilo que sou.
Ser um puto diferente, ter qualquer cena que nem toda a gente tem.
Abrir-me e deixar ver como carne transparente aquilo que sinto.
Afinal descubro quase todos os dias que nada mudou desde aquela tarde… desde aquele copo de Porto enganado e caro com que fui servido e pelos vistos os pergaminhos nunca deixaram de existir… só acho que o desenvolvimento das tecnologias e formas de escrever se vão alterando.
Claro que as historias são outras, as tristezas são muitas e a desconfiança bem essa é de uma pujança indescritível.
Mas não é disto que quero escrever… quero sim lembrar à minha pessoa que ainda tem surpresas, muitos e muitos pergaminhos, algo cá dentro que de forma muito fácil ainda descrevo. Não são esperanças mas sim convicções de tudo aquilo que aconteceu e quero lembrar para o resto da minha vida, foi mais uma fase e que nessa tal tarde descobri como realmente sou.
A todos os presentes desta mesma memória deixo a minha felicidade em vos ter de que forma for.

Beijos sim porque eu não poupo nos beijos!!!

segunda-feira, janeiro 12


Cresci eu num “Ribeiro dos Cabeçudos” de seu nome, ladeado de campos vastos de oliveiras, noutra época queimadas por tamanha parvoíce nas brincadeiras que íamos tendo… Triste confesso!

Esses campos molhados e estreitos em forma de mar em banda desenhada, serviam de campo de armas, campos de batalha pois por aposta ou simplesmente gozo de infância, apanhávamos cada jantar de rebeldia, cada bicho por mais estranho que fosse que nem tudo quero lembrar… Cultivávamos em nossos quartos um galinheiro que acolhia de tudo menos galos e galinhas.

Pois bem uns quantos nomes lá da Quinta!!!!

Pato-Bravo, Rãs, Sapos, Cágados, Lagartos, Cobras, Gafanhotos, Gambozinos, Pardais, Lagartixas, Ratos, Ratazanas, Lagartas!!!! Muita coisa porém…

Mas na verdade só um se destacava… Por sinal era talvez o que mais sofria.

Era um misto de pancalismo e gozo que tirávamos daquele recreio, daquela natureza! Era verde no rio e castanho nos laranjais do nosso espaço.

Era o Sapo! Era o Sapo, aquele verde de outras almas que mais brilho me dava.

Periodicamente lembro a viscosidade daquela pele, a boca que corria de lado a lado chapada no corpo pequeno ao sol.

Adoro vê-los saltar fazendo-me lembrar o Charlie Chaplin de outros tempos!...

Já agora “Ribeiro dos Cabeçudos” é nome devido aos Peixinhos Cabeçudos que habitavam o rio que tínhamos em casa, na Quinta.

Mas voltemos às jóias verdes que coaxam sem par e que me lembram também a primeira noz do ano quando se parte.

É lindo ver um sapo com a cabecinha fora de água a cantarolar ou quiçá, a galar uma fêmea qualquer. As bolhas que da respiração cuidada saem… sim porque na água são peixes autênticos, são lindas e únicas… ali existe vida! Penso eu!

Quero com isto acalmar outros ânimos e pensar que também eu sou um sapo que para aí anda…

È lindo a liberdade e a ingenuidade com que estes seres se movimentam, fartei em terras de sua majestade (na Quinta), de me cruzar com os mesmos…

Alguma vez vos apareceu um “sapixo” aos pulos no meio da estrada? Enquanto nós damos um passo eles dão dois no ar claro. Podemos até deitar-nos ao lado deles!

Enfim neste momento sinto-me num sapo, por tudo o que representam e porque preciso do tal beijo! Mas quero ser a darJ!

Quero poder sentir-me ingénuo e na mesma lutar por aquilo que é mais importante para mim. Afinal não existe nada mais bonito que o Amor natural que se arrasta com força e nos obriga a aprender todos os dias. É saudável!

O ser Sapo não é dar brilho a quem lhe toca mas sim viver bem e sempre ao lado de quem amamos de verdade. Só assim podemos ser o sapo de alguém, caso contrário, seremos aquela coisa nojenta a que chamamos de Paixão…

Diz um lema de Salamanca (Norte de Espanha), que quem se cruza com um Sapo na rua terá anos de sorte e quem o usa uns mil de azar!!

Se a sorte no amor tarda em aparecer, então é hora de nos agarrarmos às experiências conhecidas, aprender, melhorar e perdoar…

Beijos e abraços**** e claro bom ano… para variar!

quarta-feira, dezembro 31


Não é por credulidade ou muito menos, que escrevo nesta antevéspera de final de ano...

Afinal por outras tantas coisas e na mesma sabedorias mais um ano passou. Seria parvo em certa medida usar tanta tinta, tanta página, usar contudo, tantas outras mesas de café e paisagens para desenhar este meu e nosso ultimo ano.

Portanto camaradas desta vida, à quem lhe chame crise! Perturbados ou não com as leis da politica devastada e em obras... Desejo-vos e anseio mais uma descoberta.

Lets Go...

Que a última dança seja a primeira e que a alegria no descolapso desta passagem vos deixe nas nuvens e lembrem-se, claro quem queira, que nada vos pode aborrecer numa festa entre e para amigos.

Estejam bem convosco e com o mundo.

Altes Ondas!!!


Beijos e Abraços*******

terça-feira, dezembro 23


De beijo no bico, caminho na paz

Oiço o lamber de uma espécie que me cruza nas mais variadas sensações. Deleito-me num rio contemporâneo onde as conversas de um outro Natal passam de lábio em boca como que em crise se fala.

Seria mesa cheia? Muita farra?

Seria com toda a certeza algo mais quente, mais natural, onde a despesa e outras tantas faltas anuais não são lembradas.

Natalícia deste tempo, desta destreza… Serias tu rainha noutra hora! Em casa de rico casa de pobre!

Querendo eu por fim, passar alegre em dia de meninos com embrulho, pergunto eu a cada casa de mais dificuldade se poderá de si mesma fazer brilhar também, um tanto ou outro necessitado.

Crise por crise pense/a no triste.

É bom estar em casa de mesa ao centro, travessa cheia e malga molhada, prendas a rebentar com as paredes e muita luz para iluminar a vizinhança, é sim… mas confesso que dois terços de tudo seria suficiente para me regalar a vista e aquecer a barriga.

Por isso e por tão pouco lembro outras faltas, outras famílias…

Pois bem minhas gentes, desejo eu a quem tenha de mais que deseje menos para si… e a quem não tem que se lembre que existem coisitas mais pequenas que um menino em palhas e na mesma acabadas de nascer, que serão contudo felizes de se festejarem.

Vamos criar…

Bom Natal

Beijos e abraços**************

terça-feira, dezembro 9


Sinto-me bem dentro do possível

Sinto-me expectante

Sinto-me triste e na mesma interessado

Sinto-me apaixonado

Sinto-me fascinado

Sinto-me como mais um indivíduo

Sinto-me com companhia na mesma

Sinto-me em algo que não satisfeito

Sinto-me mal com o que não tenho e não posso ter

Sinto-me afastado porque assim tem de ser

Sinto-me a sofrer por algo inesperado

Sinto-me numa recordação que não quero matar

Sinto-me numa memória que quero amar

Sinto-me longe, perto e na mesma só

Sinto-me como um sem “objecto”

Sinto-me um literário daquilo que penso…

quarta-feira, novembro 19

Água benta que me derrete os lábios, ternura desconhecida que na nascente seca deslumbrou, com simplicidade e desconfiança.
Mostro-te a guitarra de porcelana, na problemática conto em três gestos, e para que em aparência seja impossível, descrevo acordes com nitidez.
Edéticamente componho para a simples sombra, o vazio de fêmea doce, que
por erros se afasta e pela perfeição se cresce. Menina de outra hora, deixa-me beber o pouco da vida, o pequeno ser que por ai vou descobrindo, e no caminho de uma noite, mesmo com exagero, nada de novo me traz.
Espantoso sossego sinto neste momento a solo, olho infinitamente como uma bruxa desconhecida e simulando gestos, escondo-me para que de forma difícil me caia a razão sem que exista verdade.
Mas quero perdida caixa de cartão, esse teu engenho distinto e perfeito que com orgulho se entranha, sem que um bago de cedro se crie. Dá-me a luta de um sonho, a roda de algo que se mova, a felicidade que tanto busco no cristal de uma estrela, o som, o silêncio, sim dá-me tudo.

























No regresso presenciado de por outras forças... faço turismo rural.

É bonito sempre lindo.
Gosto de me sentir numa ave rapina, vagueio por terras e outras tantas placas que na estrada lá vou descobrindo. Tenho a convicção que se aderisse às novas tecnologias com outra força, sim porque já o faço com alguma constante, iria perder o meu ser Afonso Henriques. Isto é, gosto, adoro perder-me na estrada, adoro reservar para mim mesmo as descobertas que me enchem o olho de brilho.

Este meu ser pardal …!!!

Pois bem, ontem e desta feita, descobri a Praia Fluvial do Rosário… Confesso e com tristeza que o rio está ao abandono, tudo é… praticamente lama. Sobra a relva junto e as enumeras algas que o cobrem, pequenos bichos estranhos e dois espaços comerciais para outras núpcias. Algo mais calmo diferente e na mesma luxuoso para qualquer olho suburbano… vejo também m complexo fabril ao longe de outros tempos da cidade Barreiro.

Algo com relevância suficiente para despertar em mim um estar bem e penetrar como mais um de meditação. Não quero ser Buda, mas sim descobrir o mesmo que existe em mim e nada mais, nada menos, que a solidão merecida de um espaço digno de qualquer pensamento.

Seria cruel da minha parte se não quisesse voltar e para todos os que não conhecem este lugar… recomendo.


lol




Barco redondo

Chaminé de duas cores

Caminhante da água

Verde de rua

Lamaçal corrupto

Fluvial mal amado

Passeio feliz,

Mais uma descoberta,

De mais um pensamento,

De mais um lápis

E na mesma correcta

Essa vadia,

Aquela palmeira

Em tons verdes

Algas, bichos

Fabril ao longe

E um tanto terreno molhado

Por perto,

Em tão longe

De um sonho,

De um apreço

Ou numa palma

Com que seguro,

Aquilo que faço, tudo o que gosto

E guardo com gosto…

Na mão

Com que toco,

Com que escrevo,

Sinto e planeio…

Vácuo sorriso

Outro barulho

Outra cidade

Sem movimento

Sem gritaria,

Com valor

Cem anos…

Pinheiros

E tantas daninhas

Num plano comercial

Com vozes sábias

E sem forças

De pele rogada

E tantos sorrisos para dar…

Perfume concebido

Com outra alma

Por outro querer

Com outra natureza

E assim decidido

Na cadeira de Sua beleza.




No fim do dia surpresa, mas já esperada… conversas em Loures de tristeza minha e felicidade de outros. A alegria dos meus amigos deve ser e sempre alegria para mim também.

Mas sou sincero to triste e na mesma desejo às pessoas de quem gosto e muito, toda a felicidade do mundo.


Beijos e abraços*****

quarta-feira, novembro 5


Eu podia querer ser deles e do outro, um simples Descartes, aquele ser, este sentimento, a água de um corpo, cujo a sua tendência mais que imperfeita, me empurra para o desnudo mental, tal erro fatal. Arrasto-me nas decadentes imperfeições de uma ave de caça... Sair para quê? Não sei estar, a falta do manifesto no decorrer da vida, em tão pequeno, tão crescido, traz-me o inefável claro das palavras que uso. E tu? Sonho meu que tardas no gesto, em tudo desapareces sem antes te ver sequer... não quero na mesma ser um deles ou de outro qualquer. Eu podia estudar, podia aprender, mas nos frágeis braços meus, não sinto o peso de um respiro. Não sinto aquele quente bruto, de um beijo e como se com pouca fala te tocasse, outro déjà vu qualquer. Naturante, que a ti choro palavras se não consigo, solto água daquilo que trato como face, deixa-me ser carrasco da cifrada beleza e assim, repousar em paz. Quero ser o pouco, não depender da minha alma ou do que foi usado e nunca estragado, e sim, remeto-me à figura de outra hora. Ao mar não paro e num rio tão curto de história, danço no som da chuva. Mas só penso, e por isso toco-te em palestras húmidas que me escorrem sem controlo sem que na mesma não as percas. A culpa chega assim sem mandato, entrega-me o orbital drama que das tuas mãos padece. Isto não é o fim da noite, não o fim de uma história, não o desespero, não uma luta que por imperfeição própria nunca se dará por vencida.

domingo, novembro 2

Noz do meu campo
Teu paladar de morte,
De folha em bico,
Que a mim tirou a estrela
Vem de caras.
Que a alegria ao longe se vê,
Pois tão perto se tem
E no coração desdém
Por Vos querer ou ter
E se nos dedos que mordo
Vossa cara quero e escondo
Todo e qualquer caminho
Agora cresce
Sem que fale uma palavra
E sim Olhai para dentro
Tirai-me deste e tão triste
Campo de pau e deixai-me cair
No curto de um ser
No imaginário de qualquer amanhecer।

Pois bem, como disse no título acordei assim.
Há muito que não escrevia algo com “frases mais curtas”…
Enfim espero que gostem.
Eu gosto!!!

Beijos e abraços****

sexta-feira, outubro 24


Pois é… é branco, preto, branco sujo e sujo preto…
é o gato, o Germindo de seu nome, que da minha humilde janela lá vou “criando”. Mais um vinho do porto bebo e num saco feito pára-quedas chego aqueles bigodes gigantes e esbranquiçados, de tanta pedra, tanto alcatrão, tanta história e na mesma, sem pão… Um dia irei criar um hotelzito para os tigres do nosso urbanismo, gatos enfim, claro sem fundos lucrativos pois os impostos estão altos neste Portugal!!!
Acredito e vivo a sensação de que este part-time não me dá guitarradas de noite, sim talvez saiba com exactidão de que o proveito material é una mierda, mas as imagens… creio falar de forma fácil, as trocas de paladares são tantas que acabo por fazer um contrato a tempo inteiro com “alimentar felinos”!!! Rssrsrsr
Olhos grandes vejo, cada vez que faço um ruidozinho, cada vez que trinca um bago de ração, torce rapidamente o pescoço com aquele ser fuinha dos típicos que partilham de mais perto este mesmo mundo. O Germindo é assim. É lindo pronto…
Agora todas as noites ele passa na minha janela e mia como se não existisse amanha, mia como que fosse uma obrigação que me imputa e não um prazer… naturalmente né!!!
Enfim part-time ou não se todos tivermos um pouco do nosso tempo cuidamos daqueles que para aí andam e felizmente ainda não fazem parte de outros sistemas e conclusões de vida.
Barriguita cheia é o que é… grande Germindo.

Beijos e abraços, meus e do Germindo.

quarta-feira, outubro 15

Corda de pesca sofrida, de idade cansada de tanta noite acordada, deixa-te cair no infinito de um sonho.
Minha espuma acabada, sem tinta e que nada colhes
No mínimo dá-me o prazer de voar no nevoeiro dos céus
Que ainda desconheço e que tento.
Controla-te a ti, que de mim me disponho como uma flor
Como que uma vida olhada de muito longe.
Mas porquê, aquela geometria singular e egoísta?
Que me cansas e me matas com o estar longe e tão perto
Grita uma letra inevitável, uma esperança, um sim
Ou canta como um bicho em época de na mesma, um sim.
Em prosa desgarrada, quero nascer para ti ou para aquilo de que por natureza se gosta onde nem a escola chega e o conhecimento se sente.
Não quero num começo em escrito, falar do verde com que seco em espera, somente apenas abrir em primaveril e de vidro em brilho rogar à tua pessoa.
E deixa-me tirar a mão do queixo, correr no vento da alegria prática de idade cansada, de tanta noite acordado.

segunda-feira, outubro 13


Hoje em dia já não se constroem amizades de forma natural…
Acontece que estamos sempre a avaliar tudo aquilo que é dito, tudo o que é feito…
Criamos rótulos para descrever as pessoas, usamos pronomes e na mesma temos a pouca humildade para sermos directos e francos mesmo que isso magoe quem nos ouve. Fazemos de conta que gostamos desta ou daquela pessoa, uns quantos sorrisos falsos e ao mesmo tempo não temos o prazer de dizer “não estas a ser correcto” ou então “não creio que tenhas o perfil para ser-mos amigos”
Claro isto porque é perfeitamente normal e legitimo escolher-mos os nossos amigos.

Se achas que estou errado e sejas tu quem fores deixa comentário. Se na mesma concordares fala-me um pouco sobre o mesmo.
Estou em crer de que necessito de ouvir outras pessoas para pensar uma vez por todas de que realmente somos uma raça interessante. (risos)

domingo, outubro 12


O PS é a favor do casamento entre Homossexuais, contudo, no parlamento vota contra o projecto-lei ou proposta que visa essa mesma liberdade, melhor, felicidade.

quinta-feira, outubro 2

Acordado ou a dormir!!!
Lindo o parque que vagueia nas minhas janelas, as plantas e um tanto sem ritmo cobrem-me de melancólico. Recheio seco e sem sabor, tempo e mais tempo sem consola mas claro, mais um Zapping!
Se tivesse eu e por menos, a sabedoria deste suspiro, deste vazio no tempo, deste sofá de core escurecida e costas deitadas com certeza que me concentrava noutra máquina de desportos.
ok... Falo eu do não fazer nada! Alguém tem o emprego dos meus sonhos?
Assim não terei eu de rasgar dedos, suplicar num livro e outras tantas cópias para desejo de outros e proveito próprio. Peço a delicadeza desse feito e digo que será uma viagem, um passeio de Andaluzia e muita estrela. Discutirei até à última força de aprendiz e subirei a alvo de apreço.

terça-feira, setembro 30


É notório que somos algo de singular, algo que numa fase pensa e noutra destrói.
De onde provem a capacidade do ser preguiçoso, a capacidade para o egoísmo?
Estranho será lidar com o conhecimento das minhas fraquezas e desta conviver com as mesmas. Terei eu e por defeito, a visão a determinação para e sempre olhar para o meu carma de forma absoluta?
Sinto por isso uma abulia significativa nos meus gestos. O pacto que faço com o meu ser é simplesmente o de ser feliz. E mais! Que fazes tu?
Por vezes penso que talvez seja um algoritmo desta forma de vida, tento descobrir todo e qualquer movimento, descontrair e na mesma reflectir. Contudo, nem símbolos encontro.
A ambiguidade que no meu ventre se cria passa para o inexplicável de uma outra existência, desta ou de outra vida.
Já tentei olhar por cima de uma paisagem mas logo percebi que na sua plenitude posso ser realista, posso e devo ser real. Vivo por isso, numa anomia do meu corpo… com forças claro mas num mundo que não quero acolher.
Serei eu mais um apagógico? Sim… por isso escrevo. Tenho eu esta necessidade de dizer e reclamar ao mundo um sem número de letras, mas não sei porque força; espero e ambiciono qualquer reacção.
Pois bem, é esta a ansiedade com que me deito todos os dias. Não será contudo pela minha vida mas sim pelo desejo carnal de um querer tudo diferente, um todo sincero e na mesma, humilde.

domingo, setembro 28

Agora falo-te dentro de um volume social, este barulho ensurdecedor que assim me rodeia, faz-me lembrar um sem memória, de que sou único। É um misto de vocabulário em que nada se faz por ensinar... descontento de um lado e alegria entre outos tantos, digo eu।
Aturar o saturado acaba por ser uma profissão bem como uma sobrevivência de tal e igual ao caminho infinito da tua distância
Sim não oiço nada de parecido com aquilo que sinto. Terei tanto poder quanto aquele que me conferes mesmo que de longe, esperando então pelo perfil que guardo em saudade e transponho dentro desta letra.
Irei cavar a memória de outro grito, de outro estar, e sim dessa mesma musa lisa e brilhante, sempre e sempre, comprovada pelo sim e pelo não que só tu trazes.
Aceito estúpidamente a explicação para tudo, que entre descancaradamente em mim e que sirva o pão deste amor cego e sem dor. Por te querer tapo o meu ouvido para só sentir aquele surdo que bate que se auto-conduz e que me completa.
Sobreponho nesta cidade, neste canto a estrela do passeio de um simples carinho que guardo com tudo e contra todos.

quinta-feira, setembro 25


Canta, canta…

Canta, explode de raiva… cai em saliva de uma mágoa e deixa-te beijar por uma última lágrima. Sonha no paraíso “Doutras”, sábias e decadentes por vezes, mas outras nuvens na mesma, ora não fosse, tanto e tanto livro, tanta hora, tanta meta e pouca descoberta, que nessas costas lá vais carregando.
Aí guitarra desse teu ser… podes tu rir sem descobrir?
Mas canta na mesma, passeia num jardim onde não existem fronteiras e a humildade fala por natureza.

quarta-feira, setembro 24


Pessoal aqui está uma frase que da minha pequenita alma, saiu।

“Existem pessoas simpáticas e simpatias de merda”

Pensem nisto é verdade…

segunda-feira, setembro 22







 




 

 







      

                           


     


domingo, setembro 21

Por defeito, enumero qualquer dia, qualquer hora para transpor aquilo que encontro quando me fecho quando realmente me descubro...Ter o conhecimento elementar de tudo aquilo que não fiz, que não faço e que podia fazer remete-me para o invés de tudo aquilo que vivo, não querendo contudo deixar de saborear cada momento mesmo que menos bom.Lembro todas as carícias que ficaram por fazer e os mimos por dar, do quanto realmente sou capaz de amar quando amo, do quanto posso dar quando quero dar e sem dúvida do quanto estou bem por me sentir amado ou na loucura por poder amar.Trago à memória outros tempos de simples romance, outros momentos que de tão pouco proveito tiveram, as pessoas, os sorrisos, os afectos, a pequenez maravilhosa dos tempos mudos ou mesmo da distância.O que não fiz, o que não dei, o que quero fazer e quero dar!!!!!!!!!!!!Hoje tenho resposta para tudo.Tenho o "Dom" de afastar, melhor de perder, tudo aquilo que me custa a conquistar ou que a natureza humana me dá de forma gratuita, entrego-me à burrice do suspiro diário desejando que mais um dia passe sem que nada mas mesmo nada se altere na minha vida e deixo que por entre os meus olhos se passem mil imagens de tudo aquilo que na mesma vou perdendo.Eis que sinto a dor no pescoço por mais um esforço, por mais um record memorável para pensar que tanto mas mesmo tanto posso eu dar. Revejo-me numa vida diferente numa outra forma de estar que vai ficando cada vez mais longe, aquele beijo que tanto queria ainda dar, a escrita diária em forma de romance, o que vestes, o que calças, quero ser igual, não comer aquilo que por ai se mata... esta é a banalidade de coisas que por amor tão pouco me custam... talvez porque na hora da gravata tudo o resto é mais importante. Por Amor às vezes apercebo-me que nunca mas mesmo nunca damos realmente aquilo que podemos dar, fixamo-nos em sorrisos e esquecemos os gostos, as lágrimas de felicidade, as coisas simples da vida e tudo aquilo que é da simples graça.Podia levar-te a passear como que algo de estimação...podia eu ser flexível em momentos pequenos e de discórdia...podia eu dar-me ao respeito de tudo aquilo que nunca fui e contigo errei...podia eu estar onde não estive...amar e gostar mais, quando um dia questionei isso...dizer-To ao acordar e na mesma não fartar quando ao deitar-me O sentia naturalmente...rasgar os dedos na escrita que de inicio fizemos profissão...aquela flor que só em momentos de Inverno se viram podia eu dar-te sem que houvesse Primavera...e tanto quanto o amor que sinto.Não quero falar da musica constante que me apraz na alma e me desconcerta a mente por raiva própria, quero contudo gritar ao mundo de hoje e dizer-lhe que não faço parte dele.
Quero sim ter conhecimento do que posso ser, aproveitar os erros, indelicadezas e faltas para não voltar a perder.
Contudo quero amar como nunca mas como sempre pretendi... Largar cada erro meu sabendo que não passa de mais uma experiência que não irei repetir.Levar o pequenito lanche da manha e colher as rosas que da janela... sim te vejo**Enfim na real vida cabe-se a profissão e outros Momentos de Beleza, viver, viver, e na mesma viver.Estarei dentro de uma Caixinha e saliento Pequenina de Pedra, feito em cascos para dizer que também as Coisas de pedra custam a partir.meu pequeno tudotudo meu nada...saberás em cada estação,em cada dia, em qualquer imagem,falar neste ouvido, que te entende,sem culpa e interessado na mesma.

quinta-feira, setembro 18

quarta-feira, setembro 17