sábado, novembro 2
segunda-feira, outubro 28
19:01
Francisco Claudio
Depois de quartel militar, esquadra de polícia, escola secundária e outros tantos títulos, estes magníficos "pavilhões" como lhe chamam as gentes da terra, são agora uma obra de arte natural num museu natural. São parte do pulmão urbano da cidade e ainda tela para árvores plantadas em cima de videiras.
É também o Parque Dom Carlos I nas Caldas da Rainha, um lugar para estátuas de bronze e pedra colocadas neste "Passeio da Copa" de estilo barroco.
Não sabe a natureza quanto custará a recuperação destes pavilhões e torna-se mais irónico ainda, reflectir-se sobre o facto de esta construção de finais de Séc. XIX ter nascido para servir o Hospital Termal das Caldas da Rainha, o mais antigo hospital termal do mundo.
Para além da fotografia que me apraz nos clicks que lá vou fazendo e com que me degusto neste caso, não posso deixar de me relacionar com o abandono dos nossos recursos e o significado deste abandono.
Não queria acreditar que o estado de todas as fachadas destes pavilhões é produto, mais que fora do prazo, das escolhas daqueles que governam ou governaram os espaços, monumentos e lugares como este. Não quero também acreditar que isto é um reflexo da nossa própria identidade enquanto país e até de conjunturas actuais! Mas... acredito.
Visitem, não se irão arrepender.
quarta-feira, agosto 14
16:49
Francisco Claudio
Aproximando-me deixo cair a bicicleta de cores e passeatas. A nossa relação é amigável e deixá-la cair não tem maldade. Somos amigos de recente data mas aqui encontrámos aquela praia.
De uma parte junto ao rio em Alhos Vedros destaca-se um lugar com barulho próprio como qualquer outro que tem o seu. Um lugar lindo nuns momentos e noutros, como dias em que o uso, tão feio. Tem memória de pequenas coisas más e sarcásticas da azáfama obrigatória que provém de felizes recordações. Num dia encontrei este lugar regado pela morte natural de qualquer armadilha feita pelo homem e lembro-me de gravar imagens de luz com o que estava espalhado pelo chão. Tanto animal do mar morto. Noutro dia tinha ali um barco plantado onde me regalava com o sol, contemplando a brisa com cheiro a ervas do campo, rio e mar, torrão de um inverno nos seus últimos dias e as mesclas de um lugar tão pouco visitado. Um lugar para diferentes imagens.
Nestas horas visito-o pelo barulho da sua água correndo contra peixes que respiram bolhas oxigenadas pela corrente. Aberto para uma paisagem invejável, sento-me criando panóplias mentais onde predominam desenhos de letras em tom de rabisco, nas folhas que seguro e onde crio histórias de fantasiar.
Sentado respirando pela memória com o que brinco e sonho, entro num sítio que na verdade não existe a não ser pela memória fotográfica que peguei nas esquinas das cidades ou nas cadeiras da vida e que comigo transporto todos os dias. Um livro talvez.
Não foi fácil encontrarmo-nos. Foi mais fácil marcar novo encontro porque tinha de o descobrir ou simplesmente apreciar e com ele criar algo. Entrar naquela paisagem num sábado de manha mais parecia o entrar num lugar descoberto a punho e tanto custo quando na verdade ainda não tínhamos estado só os dois e este, mais perto que qualquer outra coisa e na verdade já me tem feito alguma companhia. Sentia-me um forasteiro que mastiga vontades na fumarada do quotidiano, que brinca com seus dedos parados, apercebendo-me do inútil que são as dormidas para mudar a pele que visto.
Depois de curtos passinhos e já instalado com a água correndo-me pelas pernas, misturo-me nas tais fantasias nostálgicas.
Uma aldeia de tradições, brancos de cal, rugas com contos, e um paladar de pequenos professores artesãos, de prosa inatingível, saltavam-me à vista sem que fossem parte de qualquer realidade senão daquela que imagino. Vou subindo e quase chego ao mirante onde a luz e os ruídos daquele lugar me fascinam. Irei conseguir. É uma rua grande em direcção à tal igreja que se situa sempre no centro das vilas. Ladeada de olhos que cravam pensamentos medonhos mas também, de brincadeiras que ocupam o tempo que esbanja depois da labora das terras. Transporto alguém comigo, Chico o rapaz daquela aldeia desertificada. Alguém que me carrega as preocupações e os empréstimos de tempo, assim estou com a imaginação que se funde com as estalactites que duram no final da sua época e liberto-me para os meus vocábulos de algibeira.
- Nesta vila tudo se esquece depressa menos o que nela se educa desde tenra idade e que perdura até à morte. Conta Chico.
A idade está marcada e a pasmaceira do centro sentencia a cultura que encontro nos meios rurais.
Os bancos de descanso, casas, jardins, a arquitectura social é a tradicional na terra do faz-se nada ou do ninguém aparece. A visita estranha é escrutinada como se viesse de outro lugar bem longe e desconhecido e isso faz parte da tarde em que me apresento na chegada. Não sei como será mais logo em tectos que ali moram e que me serão emprestados. Onde estarei coberto pelo cheiro duma lareira onde cabo de pé e numa mesa de sala lendo gestos e pensamentos que necessitarei de descodificar ou simplesmente respeitar. Anseio por chegar.
Dona Amélia recebe-me como se estivesse vendada. Aquele ouvido afinado contava os meus passos bem longe e ouvia insectos zunindo nos jardins que ladeiam a casa. Sempre apurada e pronta para qualquer assunto de liderança e lida da casa. Contínua gritando com os fascinas ao mesmo tempo que abre os braços para me receber. Não nos conhecemos, nunca nos vimos antes, e na hora da minha reserva os telegramas trocados davam a certeza que sou eu quem devia chegar aquela hora. Aquele receber é tradição, situa-se entre as entranhas das paredes de pedra da vila e o ar que toda esta respira.
- Pelo jeito, Sr. Cláudio? Boa tarde. O almoço ferve e prazer em recebe-lo nesta casa.
Aprumada pela moda de séculos sem pretos melancólicos ou de obrigação confirma-se. Estou cumprimentado e Chico leva-me aos meus aposentos onde sou banhado com cheiros de campo e fruta de época…
A mesa está posta. Aqui não se esquece os naperões e o cozido lá das gentes que são tão iguais aos que só passam de visita. O melhor olá depois desta viajem de malabarismo racional e imaginário está lá.
Depois de me sentar e regalar o estômago irei continuar.
A vista que banha este rio onde me sentei, contínua a fazer-me viajar e é mesmo real. O sábado de manha contínua e nesta viagem estou pronto para o almoço depois de cumprimentos feitos na casa onde D. Amélia me recebe.
A história contínua nos meus cadernos. Uma impressão a partir do livro “aparição” de Vergílio Ferreira.
domingo, junho 9
19:42
Francisco Claudio
Estranha esta displicência da
minha carne, do meu motor.
Com desenhos de uma só cor quero informar-me
constantemente acerca das minhas vontades, e quer parecer-me, que neste corpo
isso é possível!
O corpo fala-me em tons de
vermelho arredondado quando a minha mente não quer, quando o raciocínio se
combate pela razão e não pelo sentimento. Quando mais ainda, o próprio sentimento
não vale mais que pedaços de memória ou um simples estado de espirito. Não é
porque queira, não é porque me calha em apetite e não é, porque estou em devaneio
espiritual comigo mesmo.
Será pelo não trivial do hoje, que
neste bloco social escrevo sobre este meu assunto.
Será pelo livro aberto e pelos Macacos
do Meu Nariz mais ou menos reservados, que respiro neste meu canto não me
querendo descuidar.
O cheiro depende do Nariz.
O Nariz da máquina,
E a máquina de mim mesmo
Viajo para um patamar em que
estampo na pele e para sempre, aquela mensagem de que me quero fazer recordar
todos os dias. As histórias e contos imortais.
Os rabiscos no corpo podem ser
representações de um presente mas também de um passado. Descrever uma razão, um
pensamento, uma fórmula, mas também um significado.
E desenho? Tatuagens nos corpos!
Descobri porém, que estas também
podem ser um caminho para um início ou para um fim quando penso e faço amor com
este meu motor.
Eu prefiro pensar que tudo é novo
e situa-se na casa da partida e que não existe sequer lugar, para a casa da
meta. Que tudo é novo e não uma meta do que quer que seja. Isto até pode
ajudar-me a conviver com o passar da idade J.
Estou portanto no ponto de partida
para algo.
Quero sair da casca, pegar na
jangada da vida e por sorrisos maiores partir nesta aventura com desenhos agora
no meu corpo.
É para mim um recordar de vontades
que tiro do baú, continuando a lutar na casa da partida e desenhando com os
olhos espetados no corpo, os sonhos que persigo.
Nada é inócuo, nada é em vão e nada,
esquecerei.
segunda-feira, junho 3
16:53
Francisco Claudio
domingo, maio 26
12:26
Francisco Claudio
"Todos aqueles que se sentem desprezados fazem tudo na vida para serem odiados."
KELLGREN, Johan HenrikCuriosidade: este poeta do séc. XVIII nasceu na Suécia, país com desgraças a acontecerem bem no centro de Estocolmo e que se devem a algum sentimento de desprezo sentido pelos jovens da preferia desta grande cidade e habitantes dos bairros sociais.
Qualquer tempo de ontem parece hoje mais quotidiano do que outra coisa qualquer.
sábado, maio 25
17:34
Francisco Claudio
Pacotes e Financiamento de...
Parece que em Portugal é mais favorável (para agentes de renome e nome de ribalta) endividarmos a nossa pátria contra tudo e todos, comprometer a mesma com o poder financeiro e empresarial alemão/europeu nada monetário, e também FMI, do que reflectir sobre o nosso modelo sócio-empresarial e no que é primordial, como os impostos e a falta de mercado interno por escassez cada vez maior do poder de compra familiar sendo que este é um mercado apetecível e desejado para as PME.
Penso eu: Pessoas e depois Empresas, mas talvez esteja a ser socialista em demasia. Ou então trata-se do jogo do burrinhos e ladrões que eu não sei jogar!
O que é isto do financiamento externo, ou como disse Vítor Gaspar esta semana em Berlim "disponíveis para ajudar", referindo-se às ajudas financeiras por parte do KfW (Banco de Investimento Público Alemão) às PME de Portugal?
Eu começo a inclinar-me para o raciocínio de que daqui a cinco anos, tempo que dizem estarmos recuperados não sei de quê, anúncios como este irão estar a ter o estúpido efeito de começar a decapitar quem irá recorrer a este financiamento encapuçado por redes e países de armadilha fidalga e altamente perigosa.
Eu gostava de acreditar que o empobrecimento a que assistimos, o contínuo endividamento, a imigração jovem, a privação do consumo e o desemprego a aumentar da forma como sabemos, esteja conforme objectivos apresentados ou irá dar o contributo para pagamento de financiamentos alemães do passado.
Vivemos portanto numa zona que nada tem a ver com monetária mas sim com economias individuais prestadoras, credoras e colonizadoras/colonizados.
Vem aí mais uma bolha, um ciclo vicioso para além de tudo o que já tem sido assinado.
Como diz a Alemanha quem é devedor terá de pagar a menos que seja perdoada a divida! Pois... não sei se dizem.
Não é deste ou daquele governo, um nada pouco contra políticos por parte da minha pessoa. Não pode também dever-se a este ou aquele voto menos feliz dos cidadãos porque a campanha prossegue.
A máxima verifica-se: primeiro financia-se e depois dá-se a decapitação do ser-se uma PME aderente ao crédito e mais crédito nomeadamente externo.
O ciclo vicioso de quem pede e quem empresta, de quem tem dificuldade em pagar e quem recebe, está para durar muitos e bons anos.
Daqui a 5 anos quero mesmo voltar a este assunto. Agora posso pensar que é só ou não, uma medida neste tempo gaspartino.
Que necessidade tem esta existência?
Imaginem!
Agora "digo": vamos criar/montar uma industria de sardinhas enlatadas mas com sabor a maracujá.
Logo aparece-me de lá um senhor (dessas agências com nome Inglês) a dizer: oh yeh esse país não vale um chavo.
E continua:
... e como tal eu aconselho a população mundial a dizer não a gastronomia deste país, por acolher tal invenção o mesmo é uma côdea de pão com mês e meio!
Enfim...
sexta-feira, maio 24
21:16
Francisco Claudio
El Chamaco
Chamaco = Muchacho = Boy.
Falando com o casal mexicano, enquanto desenhava no Largo do Carmo, aprendi uma nova palavra!
Falando com o casal mexicano, enquanto desenhava no Largo do Carmo, aprendi uma nova palavra!
17:38
Francisco Claudio
A respeito da entrevista de Miguel Sousa Tavares ao Jonal de Negócios onde afirma que, "o pior que nos pode acontecer é um Beppe Grillo, um Sidónio Pais. Mas não por via militar. Nós já temos um palhaço. Chama-se Cavaco Silva. Muito pior do que isso, é difícil”
Bem, se por um lado temos o normal posicionamento posterior de quem diz o que diz por outro, temos uma verdade que talvez em questionário aos que mais se manifestam - não pondo de parte todo e qualquer cidadão que se informe - e que não são poucos, teríamos a infeliz verdade que o cavaquito está de facto na reforma.
Poderá sempre coexistir neste espaço que é de todos, uma ignorância sobre o seu papel na actualidade, bem como de passado, salve CCB! Digamos que é o politico em funções com mais antiguidade.
Ele (político) até prescindiu do ordenado que é muito inferior a essa mesma reforma não podendo gozar dos dois! Enfim às vezes até parece ter energia!!!
Eu não tenho nada contra o ser-se político é facto, tenho sim e sempre uma dificuldade em perceber como se vive, afinal o trabalho vai para casa e a casa vai para o trabalho. A nente tem destas coisas!
Mas deixo aqui um exercício...
Afinal que funções ou figuras são desempenhadas ou representadas por este senhor ainda político?
Exercício único
A - presidente
B - reformado
Qual de A ou B está correta. (200 Pts = 20 nota final)
terça-feira, maio 21
23:44
Francisco Claudio
Uma descoberta importante!
Hedônico é a
primeira palavra que me apraz para este SALTO mental.
Convicto de
que sou mais um numérico nada genérico, neste portugalex em sociedade global –
coberto de estímulos e gritarias, consumismo de alto nível numa constante reunião
de pessoas – expresso-me.
Separar o
joio do trigo é uma arte do catolicismo se se quiser mas, separar aquilo que somos e temos e tentar chegar a
uma realidade que nunca experienciamos mesmo sabendo que ela existe, é igualmente
uma arte mas mais difícil de atingir.
Não me tinha
nunca imaginado com total tempo para mim.
Nunca me
tinha sentido fora da tal sociedade global em que como, bebo, fumo e vivo.
Esta foi a
minha viagem ao SALTO, uma viagem de emoções e mil sensações, umas quantas
estranhezas e muitas destas de entranhar.
O SALTO é um
lugar grande, alto! Um monte de Alguém especial.
Não é tão
diário quanto desejava, recordar os momentos em que estive definitivamente
comigo ao longo desta minha jovem idade. Os sítios e as gentes! Aquele estar
concentrado em apenas respirar, desprovido de qualquer estímulo social, esse
compromisso com o “bebe e cala-te” normal que se tem vivido neste país
ultimamente. Não menosprezo a forma como vivo, reconheço-a até como a fórmula única
de viver e na verdade sempre foi a que me causou mais felicidade por acreditar
nela e nela me inserir. Acredito e mais agora, que no experimentar pode estar uma
maior oportunidade de escolha e de felicidade. Como diz uma Profª minha do
politécnico, tudo tem política. Mas voltemos ao SALTO.
Este lugar
trouxe-me aqui porque me ajudou a reflectir sobre a funcionalidade da vida
enquanto bicho deste planeta.
Depois de
uma “auto-estrada” de comboio carregada de desertificação, casas e estações
abandonadas, chego a este monte que se situa à beira do Algarve.
Apressei-me,
tinha de trocar de roupa. Chegava completamente marcado e identificando-me como
se a minha figura falasse. Marcado pelos tais estímulos de citadino. A roupa de
marca tipo INDITEX, a música “de marca” sei lá, de uma produtora qualquer, os ténis
de marca americana, coisas para ler de menos marca, máquina fotográfica sempre útil,
óculos de sol de marca italiana, lavado pelo Município da Moita e BP, e
perfumado pelas marcas de feira ou não... Com aquele tempo conjuntural
abundante do desemprego, com coisas aborrecidas de casa, trabalho e a falta grutesca
deste que o país sente, escola e tudo o que isso acarreta, contas que são
contas e na verdade só me faltava uma prancha gigante na testa a dizer Bem-Vindo
ó da cidade!
Precisava
mesmo de me trocar e o calçado também!
Agora temos
aqui um vale, ali um monte, aquela planície, uma sombra, charcas e bom trabalho
de campo.
Os dias
longos que permitem contar os segundos do sol e dar uma volta com ele. Existe o
tempo do tempo. O tempo sem nada e só comigo, o tempo que não é roubado e
violado pelo formato de vida das cidades.
Para mim é uma
sensação bela e estranha, em qualquer momento, viajar por tamanha distância. A
distância que fica entre o repleto de estímulos a que estou habituado por um
lado e obrigado por outro, e o todo grandioso tempo que devia ser sempre para mim.
E agora? O que
irás fazer durante 24 horas, sete oito dias? Agora que estás só com esse tempo,
todo teu?
Perguntas
para mim mesmo.
Vou ali
cortar umas silvas, cavar o terreno, plantar coisas boas, tratar da rega, de
esgotos, fotografar, nadar em charcas, brincar com sapos, voar com abelhas e
pardais. E que tal preparar uns barrotes de eucalipto para montar um tipi
futuro lar para uma família, entre outras actividades sociais, outras
aprendizagens… Bem alguma coisa tenho que fazer porque este lugar é também
assim.
Caí em mim… Não
que todas estas coisas não eram boas!
O meu pensamento
situava-se precisamente no continuar a ser-se violado por obrigações e levar os
meus dias a pensar em tudo o que tenho para fazer, alguma coisa tenho de fazer,
e nunca pensar verdadeiramente em mim ou no formato em que vivo.
Naquela simples
forma de viver em, tudo é meu e para mim, para além de gratuito no verdadeiro
sentido da palavra. Nunca sentir que é um problema o não ter ou não querer. Não
pensar em tenho de fazer ou não tenho de fazer e por fim acreditar que a maior
valia que a vida nos pode dar, é o nosso próprio ser, aquilo que este pode
fazer por si e dar a si de forma independente. Concretamente o que é que eu
preciso e porque preciso.
Em que
formato vivo e quero viver? Sistemas e subsistemas!
Quanto
consigo e o que faço para o conseguir!
Claro que
tudo fazia com gosto e vontade. A beleza do que estava a viver assim me
obrigava e o SALTO entregava-me na cara muita actividade e ideias aos molhos.
Molhos como os campos, como o verde que por ali habitava e os sorrisos e cantos
que ia descobrindo.
Não querendo
que este seja um post que fala de doutrinas ou filosofias de vida, confirma-se
o quanto foi brutal ter experienciado uma outra forma de estar comigo mesmo
neste mundo.
Foi como
voltar a ser criança. Imagine-se uma data em que todo o tempo que temos é para
brincar e crescer. Todas as horas são para nós mesmos e todo o raciocino se
concentra naquilo que queremos. O desgaste natural do respirar acaba na cama
não dando lugar sequer para pensar no que vestir amanha!
O que é a
propriedade, o materialismo, o comodismo, regras e dores de cabeça que o
formato em que vivo me obriga?
O que é o trabalho,
o compromisso, o dever, a obrigação ou espécies de responsabilidade?
O que são os
estímulos e o que é tudo isto que a sociedade/cidade nos emana constantemente?
E por fim o
que é estar só connosco, uma casa no lago com sapos e outros bichos a
assistirem a um belo zunido de arpa e ao vivo, ter as horas do dia no bolso, ter
uma wc a seco e plantas que falam connosco e ter um “apetece-me constante” na
ponta do cérebro só para mim?
O SALTO é de
facto um lugar onde o tempo que é nosso existe realmente.
É contudo um
lugar onde o tempo é lugar.
Bless this place and your people!
segunda-feira, abril 8
23:07
Francisco Claudio
Assim!
Saber ou não saber escrever? Melhor vou soletrar como que de mimada solidão onde se arrastam bichos de uma pura observação.
Mas espera, não quero divagar. Os brutamontes de antenas que pairam na Arrábida destroem "distorcendo", as conversas vá lá, simples da nossa Serra da Arrábida. Levando a coisa mais ao cerne falo de buracos escavados pelo homem da gravata para jogar Hot Berlinde na mesma nesta serra. Hot Berlinde para quem não esteja a ver, é aquela actividade de tentar enfiar o berlinde na cova, mas claro, na Arrábida os buracos são do tamanho de bosta de quem os autoriza, quem os financia e quem neles continua a explorar, como se Portugal precisa-se de construção abusiva. Bem vindos à exploração do que não deve e muito menos pode, ser explorado. A nossa querida Arrábida!
Quero só e com isto dizer-vos amigos, meu rebanho, que a linguagem é fácil e as pessoas são pobres e ricas... Estúpidas e inteligentes, doentes e sãs digo eu lol! Tenho conhecido de tudo e eu também tenho a minha cota permissiva.
É alguma coisa, e se nada restar, sobra-me o que de mais importante temos... O nosso próprio ser genuíno e património natural.
Saber ou não saber escrever? Melhor vou soletrar como que de mimada solidão onde se arrastam bichos de uma pura observação.
Mas espera, não quero divagar. Os brutamontes de antenas que pairam na Arrábida destroem "distorcendo", as conversas vá lá, simples da nossa Serra da Arrábida. Levando a coisa mais ao cerne falo de buracos escavados pelo homem da gravata para jogar Hot Berlinde na mesma nesta serra. Hot Berlinde para quem não esteja a ver, é aquela actividade de tentar enfiar o berlinde na cova, mas claro, na Arrábida os buracos são do tamanho de bosta de quem os autoriza, quem os financia e quem neles continua a explorar, como se Portugal precisa-se de construção abusiva. Bem vindos à exploração do que não deve e muito menos pode, ser explorado. A nossa querida Arrábida!
Quero só e com isto dizer-vos amigos, meu rebanho, que a linguagem é fácil e as pessoas são pobres e ricas... Estúpidas e inteligentes, doentes e sãs digo eu lol! Tenho conhecido de tudo e eu também tenho a minha cota permissiva.
É alguma coisa, e se nada restar, sobra-me o que de mais importante temos... O nosso próprio ser genuíno e património natural.
Crash the false philosophy !!
Hug and Kiss******
sexta-feira, março 29
15:20
Francisco Claudio
"Nunca tive Acções" Palavras de José Sócrates
"E o Benfica? José Sócrates teve 500 acções da Benfica SAD e até chegou a declará-las. A partir de 2011, os políticos deixaram de ter de declarar este tipo de títulos." Jornal I (online)Pronto já todos sabemos que o I desmontou ou tentou desmontar a entrevista da passada quarta feira na RTP1
O que importa desmascarar não é se o Sócrates tem ou não tem acções ou se teve ou não acções onde quer que seja.
Um dos diamantes do ser-se politico neste país, e que pela mão do coelhito agradecemos, são os títulos ou acções que estes tenham ou adquiram. Estes diamantes nem precisam de ser declarados.
Fica a dúvida: As acções que muitos políticos tem foram oferecidas? Por quem? E são de que empresas?
As acções foram compradas? Com que dinheiro? Será que ser político é o mesmo que ter-se capacidade para?
Parece que para as finanças/governo/políticos e alguns media, este tipo de desporto não tem de ser declarado mas pode e convém que seja praticado!!
terça-feira, março 5
domingo, fevereiro 24
segunda-feira, fevereiro 18
15:17
Francisco Claudio
"Generación Y es un Blog inspirado en gente como yo, con nombres que comienzan o contienen una "i griega". Nacidos en la Cuba de los años 70s y los 80s, marcados por las escuelas al campo, los muñequitos rusos, las salidas ilegales y la frustración. Así que invito especialmente a Yanisleidi, Yoandri, Yusimí, Yuniesky y otros que arrastran sus "i griegas" a que me lean y me escriban."
Fonte: http://www.desdecuba.com/generaciony/
03:04
Francisco Claudio
O regalo no olhar experiente e dedicado de Eduardo Gageiro, está agora no Museu de Cerâmica de Sacavém.
Mais informações em: CM de Loures ou TSF
(Preçário retirado do site da CM Loures, pendente de confirmar)
Ingresso: Bilhete Normal – 1,5 €
Grátis até aos 12 anos, com mais de 65 anos e ao sábado.
Estudantes, Cartão Jovem e sócios do movimento associativo – 0,75 €
Ingresso: Bilhete Normal – 1,5 €
Grátis até aos 12 anos, com mais de 65 anos e ao sábado.
Estudantes, Cartão Jovem e sócios do movimento associativo – 0,75 €
Fonte deste GIF: Câmara Municipal de Loures/Agenda
quinta-feira, fevereiro 14
quarta-feira, setembro 5
22:50
Francisco Claudio
Ora pois parece, que o pianismo entrou-me pelo estreito auditivo para me falar tanto baixinho, como em ilustrações grossas, em som grave e claro, bastante altas.
Também é grave por vezes, o sentimento que acompanha a música, por mais clássica que seja, que se torna abusivo com minha vontade e forte em muito mais medida do que eu.
Vejamos!
Existe a música para a melancolia, a música para o saber e não sei nada, para o sexo, amigos, cozinha, para o momento assim e assado, para um estado de espirito qualquer que inevitavelmente instala-se, abusando do nosso espaço, nos nossos feelings!!
Stereomood.com? Sim! É um lugar da internet onde procuras o teu “estado de espirito” e através desse é criada uma lista de música, aplicada creio, á forma ou feeling onde habita a tua tonta.
Um dia irei experimentar escrever feijoada à portuguesa com brócolos e atum!
Voltando aos géneros disto e daquilo que me obrigaram a este post…
Existe, creio, um piano hoje, há uns dias, meses, vá lá umas horas (tarde inteira), que me encosta ao interior, naquele lugar onde sonhando tudo é tudo.
Apetece-me ganir como se cuspisse palavras compreensíveis, uma palavra que mudasse!
Cravar os dedos em caca de macaco como se tivesse sentindo as teclas e os mil martelinhos daquele piano.
Ora que tarde esta, tarde de qualquer coisa que “cospe na cara da lógica” MEC!
sexta-feira, agosto 17
19:55
Francisco Claudio
Os títulos são por vezes, descrição de um conteúdo sem
ergonomia possível.
Esse estado de alma que nos atraiçoa tantas vezes, que nos
torna bobos, inconsequentes por vezes, veio para morar no meu corpo pegando-me
nos ossos como se pegasse numa marioneta. Cá estou eu, dez anos passados, tempos
pequenos de intensidades ao descalabro. Cá estou eu odiando o que sinto. Odiando
o que respiro, não porque não é bom, não porque não o quero ou não o sonho.
Odiando os minutos e a ausência da correspondência natural que desejaria. A
solidão do meu lugar marca-me a pele num estado de fervor metódico, marca-me os
poros por onde respira tudo o que sou. O correcto abandonou-me dando lugar ao extraviado
estado de graça. O tempo decide por vezes ao contrário e o interior rouba-me o
sono. Longe de mim e daquele sorriso caracterizador, catalisador, gerador de
tudo e para tudo, gesticulo com gestos de garganta cansada e cara
transfigurada.
“Torno-me culpado só para aceitar o teu comportamento. Nunca
me importei de ser o responsável por fosse o que fosse
- nisto consiste a minha irresponsabilidade” MEC, O Amor é fodido
quarta-feira, julho 18
16:52
Francisco Claudio
"O que eu sou hoje é como a umidade no corredor do fim da casa,
Pondo grelado nas paredes...
O que eu sou hoje (e a casa dos que me amaram treme através das minhas lágrimas),
O que eu sou hoje é terem vendido a casa,
É terem morrido todos,
É estar eu sobrevivente a mim-mesmo como um fósforo frio..."
CAMPOS, Álvaro, (Heterónimo de Fernando Pessoa)
segunda-feira, maio 14
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